quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ocupação USP

Bem, quando eu criei esse blog era para ser algo mais informativo sobre sustentabilidade e, como sempre digo, “sustentabilidade começa dentro da gente”. Bem, hoje escrevo a respeito uma reportagem que saiu na Veja recentemente.
A matéria discorre sobre a ocupação da reitoria da USP. Quando estudei lá, convivi com um grupo de classes média alta e alta e as festas ainda eram comuns. Rolava droga solta, a um ponto de que cada grupo tinha o seu traficante, que conhecia os gostos do grupo e que levava as drogas de acordo com o perfil. Em termos de negócio era genial, porque os traficantes não brigavam entre si e os consumidores ficavam muito satisfeitos. No entanto, de acordo com a lei, isso era ilegal, e ocorrendo num território público de ensino e extensão, era grave. Nessa época a reitoria proibiu as festas e aumentou a vigilância. Logo depois teve uma ocupação da reitoria. Não digo que ainda não existam algumas festas lá, mas o uso indiscriminado de drogas diminuiu bastante. Nessa época, uma colega teve seu carro furtado em frente ao prédio da faculdade, outra conhecida foi estuprada e muitas outras notícias desse tipo de acontecimento chegavam aos meus ouvidos. A USP é enorme, com muita vegetação e lugares para esconder vítimas, de fácil acesso e sem vigilância suficiente, praticamente era uma zona livre de regras. Quando vi que a universidade seria vigiada pela PM, achei ótimo, uma vez que eu, como cientista, trabalhava madrugada e finais de semanas, muitas vezes saindo à pé por falta de locomoção nesses horários. Lembro que quando soube desta notícia pensei: “ótimo, finalmente as pessoas que trabalham lá terão segurança.”. Hoje não estou na USP, mas tenho certeza de que me sentiria mais segura em trabalhar lá, principalmente nesses horários, já que a pesquisa e a ciência não param e não têm hora. Tenho visto muitos comentários sobre essa matéria (abaixo) dizendo que é tendenciosa. Eu discordo e apoio a presença da PM lá.

Bem, deixo aqui minha opinião, de alguém que conhece os dois lados da história.

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