Bem, quando eu criei esse blog era para ser algo mais informativo sobre sustentabilidade e, como sempre digo, “sustentabilidade começa dentro da gente”. Bem, hoje escrevo a respeito uma reportagem que saiu na Veja recentemente.
A matéria discorre sobre a ocupação da reitoria da USP. Quando estudei lá, convivi com um grupo de classes média alta e alta e as festas ainda eram comuns. Rolava droga solta, a um ponto de que cada grupo tinha o seu traficante, que conhecia os gostos do grupo e que levava as drogas de acordo com o perfil. Em termos de negócio era genial, porque os traficantes não brigavam entre si e os consumidores ficavam muito satisfeitos. No entanto, de acordo com a lei, isso era ilegal, e ocorrendo num território público de ensino e extensão, era grave. Nessa época a reitoria proibiu as festas e aumentou a vigilância. Logo depois teve uma ocupação da reitoria. Não digo que ainda não existam algumas festas lá, mas o uso indiscriminado de drogas diminuiu bastante. Nessa época, uma colega teve seu carro furtado em frente ao prédio da faculdade, outra conhecida foi estuprada e muitas outras notícias desse tipo de acontecimento chegavam aos meus ouvidos. A USP é enorme, com muita vegetação e lugares para esconder vítimas, de fácil acesso e sem vigilância suficiente, praticamente era uma zona livre de regras. Quando vi que a universidade seria vigiada pela PM, achei ótimo, uma vez que eu, como cientista, trabalhava madrugada e finais de semanas, muitas vezes saindo à pé por falta de locomoção nesses horários. Lembro que quando soube desta notícia pensei: “ótimo, finalmente as pessoas que trabalham lá terão segurança.”. Hoje não estou na USP, mas tenho certeza de que me sentiria mais segura em trabalhar lá, principalmente nesses horários, já que a pesquisa e a ciência não param e não têm hora. Tenho visto muitos comentários sobre essa matéria (abaixo) dizendo que é tendenciosa. Eu discordo e apoio a presença da PM lá.
Bem, deixo aqui minha opinião, de alguém que conhece os dois lados da história.

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